Ceará segue liderando produção de castanha no Brasil, com destaque para Vale do Jaguaribe

O Ceará mantém sua posição de destaque na produção de castanha de caju no Brasil, com uma safra estimada em 101 mil toneladas para 2025. O volume representa 71,2% da produção nacional, que deve atingir 141 mil toneladas, segundo o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apesar da liderança, o Estado registra uma queda de 14,2% em relação a 2024, quando a produção foi de 117,6 mil toneladas.

A área cultivada também sofreu uma leve redução, passando de 126.755 hectares para 125.570 hectares. Entre os principais polos produtores, destacam-se municípios como Beberibe (8.812 toneladas), Bela Cruz (11.050 toneladas), Ocara (4.914 toneladas), Alto Santo (4.454 toneladas) E Aracati 3.250 toneladas), os dois últimos localizados no Vale do Jaguaribe. Outra cidade da região, Limoeiro do Norte, também mantém cultivo significativo, reforçando a importância do território na produção cearense.

>>>CLICK AQUI PARA SEGUIR O CANAL FOLHA DO VALE NO WHATSAPP<<<

 

Produção nacional e os principais estados

Além do Ceará, outros estados se destacam na produção de castanha de caju. O Piauí ocupa a segunda posição, com 29.631 toneladas, seguido pelo Rio Grande do Norte, com 21.437 toneladas. Pernambuco (3.055 toneladas), Maranhão (2.952 toneladas) e Bahia (2.925 toneladas) também contribuem para o volume nacional. Estados como Alagoas, Paraíba, Pará e Tocantins apresentam menor participação, mas mantêm áreas produtivas em expansão.

 

Municípios com maior produção no Ceará

Confira as 10 cidades cearenses que mais produziram castanha de caju em 2025:

  1. Bela Cruz – 11.050 toneladas
  2. Beberibe – 8.812 toneladas
  3. Ocara – 4.914 toneladas
  4. Alto Santo – 4.454 toneladas
  5. Cruz – 4.068 toneladas
  6. Chorozinho – 3.533 toneladas
  7. Barreira – 3.182 toneladas
  8. Aracati – 3.250 toneladas
  9. Cascavel – 3.620 toneladas
  10. Itapipoca – 2.774 toneladas

O professor Francisco Tabosa, do Programa de Pós-Graduação em Economia Rural da Universidade Federal do Ceará (UFC), explica que as boas chuvas no último ano ajudaram a manter a produção elevada. “Além disso, o dólar valorizado impulsiona as exportações, o que estimula os produtores a aumentarem a colheita“, avalia.

 

O preço da castanha e o impacto no mercado

Apesar da expressiva produção local, a castanha de caju segue com preço elevado para os consumidores cearenses. Isso ocorre porque grande parte da produção é destinada ao mercado externo, aproveitando a taxa de câmbio favorável. O Porto do Pecém facilita a exportação, tornando o produto mais acessível para o mercado internacional do que para a população local.

O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Ceará (Faec), Amílcar Silveira, alerta para a necessidade de monitorar o setor. “Já chegamos a exportar 200 milhões de dólares em castanha, mas esse número caiu para cerca de 40 milhões. O mercado interno absorve bem o produto, mas precisamos garantir a competitividade do setor“, afirma.

Sem previsão de redução nos preços, a castanha de caju segue como um dos produtos mais valiosos da agricultura cearense, movimentando a economia e fortalecendo o agronegócio no Estado.

 

SIGA-NOS NO INSTRAGRAM E FIQUE POR DENTRO DAS ÚLTIMAS NOTICIAS

 

 

 

Fonte: DN

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *