MP investiga nomeação de marido, filho e sobrinha da prefeita de Apuiarés

A prefeita de Apuiarés, Ana Rufino (PSB), está sob investigação do Ministério Público Estadual do Ceará (MPCE) por possível prática de nepotismo. Em seu primeiro mandato à frente do município, que possui quase 13 mil habitantes, Ana nomeou o marido, o filho e a sobrinha para cargos estratégicos na administração municipal.

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Um dia após ser empossada, Ana Rufino nomeou o marido, Carlos Sérgio Rufino Moreira, como Secretário de Administração e Finanças, e o filho, Davi Pinho Rufino, como Secretário de Governo. A sobrinha da prefeita, Kamilla Rufino, foi apresentada nas redes sociais como Procuradora-Geral do Município, mas sua nomeação não foi encontrada no Diário Oficial.

Carlos Sérgio Rufino, marido da gestora, foi prefeito de Ipu por dois mandatos consecutivos, entre 2013 e 2020. Formado em Administração de Empresas e com pós-graduação em Gestão Pública, ele assumiu uma das principais secretarias da cidade. Já Davi Rufino, que cursa Administração, foi designado para coordenar e integrar as ações do governo, além de prestar assistência direta à mãe no exercício do mandato. Kamilla Rufino, sobrinha da prefeita, é advogada, com especializações em Direito Eleitoral e Direito Administrativo voltado à Gestão Pública.

A assessoria de Ana Rufino afirmou que as nomeações foram realizadas com base na legislação vigente e em conformidade com entendimentos do Supremo Tribunal Federal (STF), ressaltando que se tratam de cargos de natureza política. “As escolhas foram pautadas na qualificação técnica, experiência profissional e na confiança pessoal, essenciais para uma gestão eficiente e comprometida com o desenvolvimento de Apuiarés“, declarou a equipe de comunicação da prefeitura.

O Ministério Público, por sua vez, instaurou um procedimento na Promotoria de Justiça de Apuiarés para acompanhar o caso. O órgão afirmou que, caso seja comprovada a prática de nepotismo, as medidas cabíveis serão adotadas.

A polêmica tem gerado repercussão na região e reacendeu o debate sobre a necessidade de maior rigor na fiscalização de nomeações políticas, especialmente em pequenas cidades do interior cearense.

 

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Fonte: G1

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