Dezembro Vermelho: Mortalidade por HIV/aids no Brasil cai 25,5% em uma década
O Dezembro Vermelho, campanha de conscientização sobre o HIV/aids, destaca avanços no combate à doença no Brasil. De acordo com dados da Unaids Brasil e da Organização das Nações Unidas (ONU), a mortalidade relacionada ao HIV/aids no país caiu 25,5% nos últimos dez anos, reflexo do maior acesso a medicamentos e testes rápidos.
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Apesar dos progressos, o Ministério da Saúde alerta que 8% das pessoas diagnosticadas com HIV em 2023 ainda não iniciaram o tratamento, essencial para controlar o vírus e prevenir sua transmissão.
No Ceará, dados da Secretaria da Saúde do Estado (Sesa) revelam que, de janeiro de 2015 a outubro de 2024, foram registrados 18.987 casos de HIV em adultos, 9.720 casos de aids e 63 de aids em crianças menores de 5 anos. Entre gestantes e puérperas, foram notificados 2.206 casos de infecção por HIV até o segundo ano após o parto.
Em 2024, o estado contabilizou 1.484 novos casos de HIV e 703 de aids em adultos, sem registros de casos infantis até o momento. O diagnóstico precoce tem contribuído para taxas de detecção de HIV superiores às de aids na última década.

Segundo o infectologista Gabriel Hypólito, o HIV pode ser transmitido por vias verticais (mãe para filho), sexuais (relações desprotegidas) e parenterais (compartilhamento de seringas). O especialista enfatiza a importância do tratamento contínuo para garantir qualidade de vida aos pacientes e evitar o agravamento da doença.
“Com o suporte adequado e o tratamento eficaz, é possível conviver com o HIV e manter uma boa qualidade de vida. No entanto, a interrupção do tratamento aumenta o risco de doenças oportunistas e agrava a condição”, alerta Hypólito, que também destaca o papel do apoio social e familiar no enfrentamento ao estigma.

Prevenção como estratégia fundamental
A prevenção é o principal caminho no combate ao HIV. O uso de preservativos, a PrEP (Profilaxia Pré-Exposição, indicada para grupos de risco) e a PEP (Profilaxia Pós-Exposição, eficaz até 72 horas após situações de risco) são ferramentas essenciais. Além disso, o diagnóstico precoce contribui significativamente para reduzir a transmissão e a mortalidade associadas ao HIV/aids.
O Dezembro Vermelho reforça que, embora não exista cura, é possível controlar o HIV e garantir qualidade de vida com tratamento contínuo e acompanhamento médico adequado.

