Surto em fábrica em Mora Nova já afeta 730 funcionários; água pode estar contaminada

Um surto de doença gastrointestinal atingiu 730 funcionários da fábrica de calçados Coopershoes, em Morada Nova. Os trabalhadores apresentaram sintomas como náusea, vômito, febre e diarreia, superlotando a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da cidade desde a última quinta-feira, 14 de novembro. Há suspeitas de que a água consumida na empresa esteja contaminada, embora a causa ainda esteja sob investigação.

>>>CLICK AQUI PARA SEGUIR O CANAL FOLHA DO VALE NO WHATSAPP<<<

 

Cenário alarmante e mobilização médica

Funcionários relataram que os primeiros sintomas surgiram durante o expediente. Uma trabalhadora, que preferiu não se identificar, contou que começou a passar mal por volta das 9h da manhã de quinta-feira, experimentando mal-estar, ânsia de vômito e dores abdominais intensas. “Quando fui à enfermaria da empresa, já estava lotada. Foi assustador perceber que tantas pessoas estavam na mesma situação”, declarou.

A UPA de Morada Nova enfrenta dificuldades para atender o alto número de pacientes, com pessoas sentadas no chão à espera de atendimento. A situação também impactou os municípios vizinhos de Ibicuitinga e Limoeiro do Norte, cujos moradores trabalham na mesma fábrica e apresentaram os mesmos sintomas.

 

Investigação em curso

A Vigilância em Saúde do Estado do Ceará e a Secretaria de Saúde de Morada Nova estão conduzindo investigações rigorosas para apurar as causas do surto. Amostras de água e alimentos consumidos na Coopershoes foram coletadas para análise no Laboratório Central de Saúde Pública do Ceará (Lacen). Os resultados devem ser divulgados até a próxima sexta-feira, 22 de novembro.

Em nota oficial, a Coopershoes afirmou que notificou imediatamente a Secretaria de Saúde ao tomar conhecimento dos casos e que está colaborando com as investigações. A empresa destacou que a Vigilância Sanitária realizou uma inspeção detalhada nas suas instalações e que aguarda os resultados das análises laboratoriais para tomar as providências cabíveis.

 

Impactos na saúde e no trabalho

Os trabalhadores afetados receberam diagnósticos preliminares que variam de infecção gastrointestinal a suspeitas de leptospirose. O secretário de Saúde de Morada Nova, Luiz Carlos da Silva, ressaltou que ainda não é possível confirmar se todos os casos estão diretamente relacionados à fábrica.

A Coopershoes, um dos maiores empregadores da região com cerca de 4 mil funcionários, enfrenta um desafio duplo: preservar a saúde de seus colaboradores e minimizar os impactos econômicos para a comunidade.

 

Apreensão na comunidade

Entre os trabalhadores, o clima é de incerteza e preocupação. “Estamos há dias sem respostas claras. Queremos saber o que aconteceu e garantir que não volte a acontecer”, afirmou um funcionário.

O surto também acendeu o alerta para as condições de saúde pública da região, já que o sistema de atendimento foi colocado à prova diante do volume de casos. Especialistas recomendam atenção redobrada às práticas de higiene e consumo de água segura, enquanto as autoridades correm contra o tempo para esclarecer a origem do problema.

A situação serve de alerta para outras empresas, destacando a importância de manter rígidos controles de qualidade em ambientes de trabalho e na oferta de serviços básicos como água potável e alimentação. As respostas esperadas até o final da semana serão cruciais para determinar os próximos passos e evitar novos surtos.

 

SIGA-NOS NO INSTRAGRAM E FIQUE POR DENTRO DAS ÚLTIMAS NOTICIAS

 

 

Fontes: G1, DN e O Povo

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *