Brasil recebe certificado de país livre do sarampo após cinco anos de retomada
Após perder o certificado de eliminação do sarampo em 2019, o Brasil voltou a receber da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) a classificação de país livre da doença. O último caso registrado no país ocorreu em junho de 2022, no estado do Amapá. Essa conquista é resultado de uma série de esforços e retomadas nas campanhas de imunização, especialmente após a queda nos índices de vacinação durante a pandemia de Covid-19.
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A cerimônia de entrega do certificado ocorreu em Brasília, com a presença do diretor da Opas, Jarbas Barbosa, que entregou o documento pessoalmente ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Barbosa destacou a importância de uma liderança comprometida, lembrando que o envolvimento do presidente e a recuperação do programa nacional de imunização foram fundamentais para alcançar essa vitória. “Ver um presidente liderando uma retomada do programa de imunização, usando o broche do Zé Gotinha, sendo vacinado e incentivando a população a se vacinar faz uma diferença tremenda”, afirmou Barbosa.
Em discurso, o presidente Lula celebrou a conquista, classificando-a como uma prova da força e competência do sistema de vacinação brasileiro. Ele enfatizou que o Brasil está empenhado em servir de exemplo para outras nações das Américas na retomada da cobertura vacinal, especialmente após os desafios impostos pela pandemia. Segundo Barbosa, as Américas hoje são a região que mais recuperou a cobertura de vacinação após a crise global de saúde, mesmo com um déficit de 23% a 24% nas vacinas aplicadas em crianças durante o período.
A ministra da Saúde, Nísia Trindade, reforçou que o certificado é resultado do compromisso técnico e da cooperação entre instituições de saúde, a Opas e a sociedade brasileira. Ela enfatizou que essa vitória se deve a um movimento nacional que envolveu gestores, cientistas, vigilância sanitária e o Parlamento. “É uma conquista importante, mas que requer continuidade. Não podemos descansar; a luta pela saúde pública e pela imunização homogênea continua”, destacou.
Essa conquista reafirma o papel do Brasil como referência no combate ao sarampo, além de alertar sobre a importância de manter uma vigilância ativa e uma cobertura vacinal sólida para evitar novos surtos da doença, ainda presente em outras partes do mundo.
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