Depressão afeta 12 milhões de brasileiros e casos aumentam 25% após a pandemia
Fatores como traumas, estresse crônico, conflitos conjugais, desemprego, doenças graves e dependência de álcool ou drogas podem desencadear episódios depressivos
A depressão atinge cerca de 300 milhões de pessoas no mundo, e no Brasil, afeta 5,8% da população, aproximadamente 12 milhões de pessoas, de acordo com estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS). Entre as mulheres, o risco de desenvolver depressão é o dobro em relação aos homens. Após a pandemia de Covid-19, o número de casos de depressão cresceu 25%, reforçando a importância de discutir saúde mental.
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Segundo Guilherme Alcântara Ramos, professor de Psicologia do UniCuritiba, o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio, em 10 de setembro, foi uma oportunidade para refletir sobre a importância da saúde mental. “A depressão é um transtorno mental complexo que se manifesta de formas diferentes em cada pessoa. Somente um profissional de saúde mental pode diagnosticá-la, mas todos nós podemos reconhecer os sinais para buscar ajuda o quanto antes“, afirma o psicólogo.
Sinais da Depressão
A depressão afeta profundamente a qualidade de vida, e o psicólogo listou cinco sinais principais da doença:
- Tristeza profunda e persistente: Sentimentos de tristeza, vazio e desânimo que perduram por semanas ou meses.
- Perda de interesse em atividades antes prazerosas: Apatia e dificuldade em sentir prazer em hobbies ou interações sociais.
- Alterações no apetite e no peso: Variações significativas no apetite e no peso sem causa aparente.
- Distúrbios do sono: Insônia ou sono excessivo, com dificuldades para adormecer ou despertares frequentes.
- Cansaço e falta de energia: Fadiga constante, mesmo após descanso.
Além desses sinais, Guilherme destaca que a depressão pode trazer dificuldades de concentração, sentimentos de culpa ou inutilidade, irritação ou agressividade e até pensamentos recorrentes sobre morte ou automutilação.

Causas e Fatores de Risco
A depressão pode ser desencadeada por uma combinação de fatores genéticos, bioquímicos e ambientais. A genética representa 40% da predisposição para o desenvolvimento da doença, enquanto alterações nos neurotransmissores, como serotonina e dopamina, afetam diretamente o humor, o apetite e o sono.
Fatores como traumas, estresse crônico, conflitos conjugais, desemprego, doenças graves e dependência de álcool ou drogas podem desencadear episódios depressivos, especialmente em quem tem predisposição genética.

Independentemente da situação, a recomendação do psicólogo é observar seus próprios sentimentos e os comportamentos das pessoas ao seu redor. “Se notar sinais como isolamento, perda de interesse por atividades ou mudanças no apetite, converse com um profissional. Quanto mais cedo a depressão for identificada e tratada, melhores serão os resultados“, conclui o professor.
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Fonte: Alto Astral


